Fernanda Pietragalla
Expressamos na escrita, o que possuímos na alma.
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Textos
COMO "CRIAR " PARA A MORTE
COMO "CRIAR" PARA MORRER

Você que está lendo o título, pode achar estranho, mas cria-se a morte. Veja bem:

O sujeito por descuido ou pressa, sei lá o que, transa com uma mulher e daí vem um bebê.

Toda felicidade, emoção e logo esse momento passa. Ele não quer mais a mulher, ela não quer mais o cara

mas... há uma criança.

A criancinha vai crescendo, e tudo é muito engraçadinho, gostoso de ver, as risadas, as brincadeiras,

mas...ela vai crescendo ( nada mais óbvio! ).

Daqui algum tempo essa criancinha começa a falar e expressar o que deseja. Faz birra, faz manha e para não ver o filho resmungar, a mamãe dá o que o filho pede. Manha, e recebe, birra e recebe. Assim vai essa criança não sabendo o que significa:" Não !"

Vem a hora da escola, tantas outras criancinhas vindas de lares como essa que estou falando, e deparamo-nos com uma lçegião de crianças que não conhecem o não!

Chega a professora, e o bebê que já não é mais bebê, começa a fazer manha, birra, e ela não atende aos seus apelos mais dramáticos, berra, chora, esperneia. Estamos diante de um "pequeno manipulador ". Esse filhotinho, chega em casa, fala prara mãe que a professora o maltratou. Enfurecida, ela manda um bilhete deseducado, ou vai pessoalmente, falar com a professora ou ainda melhr, falar com a diretora.

_ Dona fulana,   professora do meu filho não explica a lição, dá muita lição e o coitadinho fica com dor na mão.

Exijo que a senhora tome providências urgentes. Ela está traumatizando meu filho !

_ Mãe, fique tranquila. Vou conversar com ela, embora não acredite que ela faça essas barbaridades.

A criança cresce, já é adolescente, é quer tênis de marca, dinheiro para ir aos fast foods da vida, e mamãe não tem dinheiro. Opa ! Não ? Você sempre meu deu tudo, sua idiota! Como não tem dinheiro ?

E a "criancinha" que fora maltratada pela professora, que disse não e não prestava ( que sucessão de "Nãos!"), revolta-se porque não tem o que quer.

E agora é um sujeito de dezesseis  anos, dono do seu nariz, desocupado, sai pelas baladas, e encontra o barato da droga ou qualquer outra droga de cerveja barata. Chega em casa doidão, comeu todas as minas que ficaram com ele, e mamãe chorando querendo saber onde o filhinho estava até as cinco da manhã ( chegou cedo em casa !)

_ Cala a sua boca, vagabunda ! E acerta um sopapo nã querida mamãe !

O tempo passa mais um pouco, cada vez mais bêbado e não suportando as investidas da velha, planeja eliminar aquele ser tão dócil que poupou-lhe todas as frustações, porque não queria ouví-lo chorar, porque a "vagabunda "da professora chamou atenção quando ele não fazia lição, subia na carteira, mastigava papel e cuspia para o alto  e enfeitava o teto, porque ele sempre tinha razão. Errado estava o mundo.

Escutou um barulho. Tentou acender a luz, mas... Catapimba ! Cataplof ! Plum! craf! A velha já não atrapalha mais. Seu bebê aprendeu a lição e resolveu aplicá-la : Não vou ouvir não e livra-se do problema a paneladas, sim panelada, pois não tinha dinheiro para comprar a arma que iria matar suas mãe !

Sua morte estava criada !
_ "E aí mano, a diretora tá aí ? hehehehe"

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Tento com este escrito caricaturizado, expressar minha indignação pela maneira como os professores sério e competentes estão sendo desmoralizados diariamente e mostrar que a cultura do não dize não,  é eficiente principalmente quando a criatura se rebela contra o criador.



Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 19/04/2007
Alterado em 19/04/2007
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