Fernanda Pietragalla
Expressamos na escrita, o que possuímos na alma.
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Textos
UMA REFLEXÃO SOBRE A EDUCAÇÃO


  O barulho das crianças ecoam pelo ambiente. São vidas, esperança de futuro, mas acabo me questionando: que futuro? Estão na escola, ficam nela por quase 5 horas, e angustia-me pensar que aquilo que transmito a elas, muitas vezes perde-se pelo caminho.

  Estou cansada de ouvir todos os dias que é função do professor proporcionar uma educação significativa, disso já sei há pelo menos 20 anos. A questão é que não sei direito como lidar com o descaso dos pais, que não proporcionam a seus filhos o mínimo de educação, sim , aquela educação antiga do "com licença", "por favor", "muito obrigado ".

  As pessoas confundem pobreza com falta de higiene , pois se as dificuldades existem, elas não precisam ser sujas. Quero saber que responsabilidade é essa que é imposta goela abaixo de todos os educadores, que trabalham na época da Progressão Continuada, e as crianças vão seguindo por sua vida escolar, apenas sendo "reforçada", três vezes por semana, mas permanecem no ócio intelectual em suas casas.
Ao mandar um dever para casa, são poucas as crianças que o fazem, e as desculpas no dias seguinte são as mais absurdas, que nem Papai Noel acreditaria.

  Não há espaço para crescimento enquanto pessoa, não há um limite para a atitude de pais e filhos, e muitas vezes, o filho é quem determina aos paios aquilo que deve ser feito.
Não sou a favor do autoritarismo, mas sou a favor do respeito , do limite, da responsabilidade de todos os lados: professores, pais e alunos. Essas crianças, daqui pouco tempo serão adultas, terão seus filhos e que referencial darão a eles? O mesmo que não estão tendo de seus pais? O Brasil está mergulhando numa miséria que poderá afundá-lo cada vez mais, além desse mar de lama que estamos mergulhados hoje pela corrupção.

  Na verdade, a corrupção começa quando toda a população é iludida, de que um aluno dever ir para a série seguinte, mesmo que não tenha alcançado o mínimo do mínimo em sua aprendizagem para não baixar sua auto-estima. Mas quando chegar a hora dessa pessoa ingressar no mercado de trabalho, como ficará sua auto- estima? Não haverá nenhuma Pedagogia do Afeto mas sim uma Pedagogia de Eficiência e Qualificação, e aí, começará a exclusão. Caminhamos para a exclusão das massas, não por motivos econômicos, mas por circunstâncias de falta de estudo, literalmente falando.
Nenhum pedagogo vai me convencer do contrário disso, pois todos eles estão afastados da sala de aula, e empurrar os problemas para adiante é mais conveniente para a a classe política.

Esse é um assunto polêmico, não se esgota aqui, mas é o início de um grito solitário que acabo de lançar.

Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 21/08/2005
Alterado em 11/06/2006
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