Fernanda Pietragalla
Expressamos na escrita, o que possuímos na alma.
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Textos
 
Faz muito tempo onde não sabia mais
Se era menina ou mulher
A incerteza aparecia sempre
Quanto estava na presença daquele ser
E os dias pareciam noites intermináveis
Escuras
Estava eu lá outra vez
Implorando a atenção, amor ou amizade
Sei lá o quê
Parecia um bebê a ser cuidado pela babá
Era essa a sensação que tinha
De onde esse ser apareceu ?
Para atormentar minha vida e balançar
O que já não era concreto.
Acreditei em palavras decoradas
Em voz mansa
Trazendo no seu ímpeto uma serpente
Pronta para dar o bote
Sabotando a confiança
Lembro disso como olhando pelo retrovisor
Imagem a ficar cada vez mais longe
Seu nome não importa
Fica disso tudo o recado: não fui sua criança, nem sua mulher
Fui acima de tudo eu
Lutando para não cair no lodo,
No engodo de promessas vazias
Partindo por um caminho
Que nem eu mesma sabia
E o amor verdadeiro
Demorou a surgir
Mas ao surgir, confirmou, que quem ama
Não quer modificar o ser amado.
 

Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 26/12/2008
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