Esse meu diário, anuário, não sei especificar. Mas retrata momentos marcantes e pretendo, ser mais assídua com ele.
O fato é que depois da morte da minha tia, meu transtorno bipolar ficou mais esquisito ainda. As oscilaloções de relativa alegria e depressão estão cada vez mais intensas e menos espaçadas.
Dentro de mim há lacunas, saudade, lembranças. Essas me atordoam por vezes.
Sinto saudade da escola que eu trabalhei, mas é engraçado, pois na verdade é saudade da escola que eu idealizei. A real, foi um tanto quanto cruel.
Depositei expectativas naquele serviço, esperei das pessoas e cobrei muito de mim. Resultado, com o perdão da palavra: me fodi. Minha saúde foi ficando cada vez mais frágil e sinceramente hoje, não sei qual será meu rumo.
Aí, em seguida, a Zizi faleceu e sei que a pessoa que eu era, deixou de existir no momento que ela partiu, e estou tentando entender a pessoa que está nascendo agora. Assusta, pois reque que eu reaprenda a viver, sem ela que esteve comigo por quase quarenta e três anos.
Renascer das minhas cinzas , esse é o meu maior desafio agora.