Fernanda Pietragalla
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Textos



Dois homens ou duas mulheres se beijando em folhetins exibidos em horário nobre, conseguem causar calafrios nas pessoas. Independentemente da ficção, o fato é que eles ocorreram na tv brasileira e não há como fechar os olhos. Chega de hipocrisia, aconteceu.
Mas a reação das pessoas são sempre extremas: preconceituosas ao extremo ou achando que ser gay é padecer no paraíso. E começo a questionar ainda mais a programação que assistimos, em seja em canal aberto ou por assinatura, que duas pessoas se beijando conseguem despertar até mesmo a ira das outras pessoas.
Pois bem, vamos começar: ninguém questiona o adultério, assassinatos, promiscuidade, violência contra a mulher, violência de todos os tipos e para todos os gostos. Nunca ouvi pais se preocupando em como explicar para os filhos o motivo de mortes na programação, mas existe o desespero em imaginar seu filho ou filha sendo gay. Nunca ouvi nenhuma família se preocupar em educar um filho, para que no futuro não agrida a esposa, ou que a filha se torne uma periguete profissional. Seja lá como for, não ouço pessoas se preocupando em ensinar aos filhos como se previnir doenças sexualmente transmissíveis, sendo que assistem todos os dias, adultos trocando de parceiros nas novelas, nos filmes. Isso quando os adultos não permitem que crianças de cinco anos assistam a filmes pornográficos.
De maneira mais simples ainda, não vejo famílias se preocupando com a formação moral dos pequenos, mas brotam urticárias por causa de duas mulheres trocando um selinho, ou no caso dos rapazes, quando terminada a novela passada.
Mas há um outo fato que quero abordar: gays pagam impostos, trabalham, estudam e nunca vi ninguém “pegar” homossexualidade; a pessoa apenas é homossexual e ponto. Apenas uma condição que não impede que se tenha uma vida digna, responsável, produtiva. sinto aversão aos falsos moralistas que pensam ser DEUS condenar a todos a arderem no mais profundo fogo do inferno.
Ao declarar imposto de renda, não é perguntada a orientação sexual, porque simplesmente, todos são iguais na declaração e também para pagar quando devido. Por que será? Será que dinheiro de homossexual também não vale? Será que aquele respeitável homem de família não pua a cerca com outros homens? Que coisa é essa? Estou transbordando de perguntas que ficarão sem respostas.
O que vale é a PESSOA, o CARÁTER, não quem ela escolhe para beijar e se deitar. Enquanto não houver coerência entre discurso e prática, não calarei minhas perguntas. Repensem o que ensinam, o que mostram a seus filhos e mostrem que armas matam, traição fere, promiscuidade , libertinagem deformam sim a formação de uma criança. Sem falar na inundação de cerveja a que essas crianças são expostas tanto na propaganda como em suas casas. Não há preocupação em formar novos dependentes químicos. Que exemplo Você dá ao seu filho, quando chega bêbado em casa e espanca a mãe dele? Engraçado, não passou em horário nobre nem para o país todo, mas com toda certeza, marcará a vida de seu filho, e tudo acontece na esfera privada. E em nome dessa privacidade, abusos, estupro e humilhações acontecem.
Portanto, caro leitor, discorde de meu pensamento. É dirieito seu. Não quero impor meu pensamento. Mas acredite, que não serão Claras, Marinas, Félix e Nicos que farão crianças problemáticas. Será a coerência entre o que se fala e o que se faz.
E que venham beijos entre homens e mulheres, entre mulheres , e homens sim, e comecem a valorizar mais o amor, amor ao próximo, respeito a quem ama diferente de você, a quem tem o mesmo direito de respirar que você tem.
Você tem o dever de dar ao seu filho a formação para que esse paneta se um pouco melhor, sem se importar com o beijo alheio. Vale a pena. Teremos adultos menos problemáticos e mais autênticos em alguns anos. A vida será mais leve para todos.

 
Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 03/07/2014
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