Fernanda Pietragalla
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Textos

ELEIÇÃO , NOVAMENTE.
ELEIÇÃO , NOVAMENTE.

A festa da democracia  ocorre em outubro, quando os grupos carnavalescos são personagens principais. Leia-se candidatos. É candidato pra tudo quanto é gosto: Mulher Pêra, Tiririca, Mancha,  Maguila... e tantas atrações circenses a rodear o nosso voto.
Por outro lado há um Brasil totalmente dividido: os miseráveis e os supostos emergentes. O primeiro grupo , subsiste das benesses do governo. O segundo, morre de medo de perder a chance de ser , talvez, quem sabe, um dia, um empresário, artista ou coisa parecida. O fato é que  ocorre a mesma coisa nessa época: sempre há o terrorismo de que se o PT permaneça no poder, todos sairão  perdendo. Vou logo dizendo NÃO SOU PETISTA , nem pertenço a partido político algum. Porém me incomoda essa vontade alucinada quando abro meus e-mails, e vejo sempre a mesma tentativa dos amigos quererem me convencer que o candidato da oposição, seja ele quem for é o melhor.  Não posso concordar. Fui professora durante 22 anos da rede estadual de ensino de São Paulo. Durante esse tempo, vi a educação cada vez mais sendo degradada,  cuspida, professores sendo pressionados a votarem na situação pelas suas chefias. Tive chefe que recebeu santinho de deputado dentro da escola, para  que fosse distribuídos para a comunidade.  Supervisor de ensino, obrigando funcionários da escola a participarem de atos políticos em 1998, eu mesma tive de levar à pressas uma cartilha, falando sobre os “progressos da educação” naquele governo, pois o TRE considerou propaganda política e coisas do tipo. Sempre houve a lei da mordaça para os funcionários, e para aqueles que não eram professores, ofereciam almoças em clubes de campo.
Começo a me perguntar:  que diabo de política e políticos são estes ?  Todos  dizem ser a favor da ética, da transparência, mas os métodos para chegar ao poder  e quando ascendem a ele,são exatamente os mesmos, daqueles que criticam, sendo exatamente os mesmos, como aqueles que saiam.  Nós funcionários,  na prática nunca recebemos aumento real, a não ser em forma de gratificações e de bônus, que sempre deixaram dúvidas de como quem recebe mais mereceu ganhar mais. Cansei disto e me exonerei. Não tenho vocação à prostituição ideológica, como muitos colegas a pratiquem nesta fase.
Há alguns anos,  você não veria Quércia junto com o PSDB, Collor com o PT e tantas, tantas coligações indecentes aos olhos de quem tem mais de 40 anos. Minha memória não está tão fraca assim. Lembro-me de uma entrevista, nos anos 90, quando Quércia sendo entrevistado sobre  o então governador Mário Covas, ele responde algo com o seguinte teor: ...” O PSDB é um partido de indecisos... Se Mário Covas tiver dois banheiros para entrar, ele não sabe para onde ir...” e até o início desta semana, ele era a segunda opção para o Senado do PSDB.
Vamos a Dilma: Collor aparece pedindo votos para a candidata, sim o mesmo Collor que vasculhou a vida de Lula em 1989, e trouxe à campanha a filha que ele teve fora do casamento. Diga-se de passagem, fidelidade não é o forte masculino e as mulheres estão contaminando-se cada vez mais em adultério. Assunto para mais tarde.
Escrevo esse texto porque ainda não perdi totalmente a capacidade de me indignar. Fala-se apenas em quebra de sigilo fiscal da filha do Serra, mas me pergunto, temos algum sigilo nos dias atuais com a informática. Qualquer um invade qualquer coisa, a qualquer tempo e se você jogar seu nome no Google, vai ver que aparece lá, nem que seja na última página da pesquisa. Não estamos protegidos em nossas casas tanto no mundo real como no virtual, senão não precisaríamos de anti vírus , firewalls e coisa do tipo. Ponto.
Não quero ser politicamente correta, mas a rigor, nenhum desses cidadão estão qualificados para serem presidente. Nenhum tem passado e não terá futuro limpo. Podem me apedrejar, mas a corrupção anda de mãos dadas com o poder e o poder representa o povo, que aqui no Brasil, sempre há um jeitinho para obter vantagem, nem que seja em velório, quanto mais para verbas públicas.
Sabe de uma coisa, depois de ver aluno analfabeto na quinta sério, hoje sexto ano, entendo que a política é perfeita em fabricar deficientes intelectuais, sem direito a inclusão, rodeados pelo mundo do crime, prontos para nele adentrar. Sou apenas uma cidadã cansada de ver o Brasil nas mãos de coronéis, de intelectuais, de populistas, desses “milhões” de partidos que existem, para coligarem-se aos tubarões da política. Não precisavam existir. Esse texto não acaba  aqui, e a continuidade dele será quando a eleição terminar e tivermos um novo Presidente, Deputados e Senadores, que terão as mesmas caras: de miseráveis a emergentes.
De qualquer forma, estaremos condenados a engolir  pregos nas mãos pelas mãos que hoje nos são estendidas e que serão as mesmas que assinarão as nossas desgraças.
Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 09/09/2010
Alterado em 19/10/2012
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