Fernanda Pietragalla
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Textos

BRUNO: DE  HERÓI A VILÃO

Não se fala em outra coisa nos últimos do dias, sobre o caso que envolve o goleiro Bruno, do Flamengo. E digo que ainda não há nada de conclusivo sobre o caso, mas o que quero relatar aqui são minhas  impressões sobre o que tenho ouvido sobre está história, que com certeza não será a única nem a última.
Ao ouvir uma reportagem sobre o que estava acontecendo, em um programa semanal, vejo pais preocupados em não falar abertamente o que está acontecendo com o atleta, pois os filhos poderão ficar com problemas psicológicos. Pois bem, é aí que a droga começa. Criança não gosta de mentira, ela percebe todas as enganações que os adultos fazem. Querer preservar a imagem de quem quer que seja, desprezando o ser humano, já faz desses pais um fracasso, e e um dia, o filho com certeza irá cobrar, seja com atitude, seja com questionamento.
Estamos diante de um crime que estarreceu a opinião pública, pela crueldade, e bestialidade como foi premeditado e executado. Mas quero chegar à raiz do problema. Ouvindo sobre a vida pregressa do atleta, percebe-se um abandono da família, pobreza e coisas do tipo. Mas... A maioria da população brasileira não é rica e casos de abandono ocorrem diariamente.  Acontece que jogadores de futebol são tratados como deuses e acabam atraindo uma outra espécie, a mulher, que num primeiro momento engravida e depois exige DNA para provar que  o filho é do famoso. Essa história tem na verdade dois vilões : assassino e a vítima,  numa cadeia alimentar canibalística, onde sempre tem um abandonado,filho, geralmente gerado em grandes orgias.
Tem ainda um outro aspecto: sempre num crime hediondo como este tem um menor, protegido pelo ECA, que é uma eca,  certos da impunidade, que ao completar 18 anos todos os delitos são apagados num passe de mágica.
Somos um povo movido a bunda, futebol e cerveja , como já escrevia há algum tempo. O país para quando a seleção joga. Mas as pesoas não param de adoercer, nascer e morrer e tudo tem de ficar para após os jogos daquilo que é o ideal de  quase todo menino : ser jogador de futebol e jogar na seleção . Começa o círculo vicioso: ser famoso no futebol é um status magnífico: mansões, carrões, mulheres, escândalos e filhos, sendo que o último não é a parte melhor na vida deles.
Mulheres: gostam sim dos tipos cafajestes, pois apanham e nada fazem.    Um elemento que fala “...quem já não saiu no tapa com namorada, mulher... ´e normal... Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher “ Pode não meter a colher, mas pode acabar na cadeia como tudo indica que vai acontecer. A mulher apanha e não se mexe, pois tem a dependência financeira do elemento macho. Ideal feminino hoje de profissão: ser modelo , top model ou qualquer coisa parecida.  A  maior parte que não chegam ao sucesso, tem uma grande possibilidade de se tornar garotas de programa.
Não seria mais fácil ficar com o filho sem exigir a paternidade ? A verdade aparece um dia. Não acredito que possamos deixar a realização pessoal nas mão de outra pessoa. Cada um tem o dever de buscar sua realização e o dever de preservar sua cria. Usar criança para obter altas pensões não garantem futuro, nem presente.
Moral da história caso Bruno: mais uma criança, sem mãe,  sem pai, na mão de avós, onde o direito de ter uma famíla, não a convencional, mais uma que lhe desse amor, foi privada pelos instintos sexuais de adultos insaciáveis por prazer.
Portanto , senhores pais, explicam a seus filhos que o goleiro da maior torcida brasileira engoliu um frango enquanto homem: deixou passar sua vida pelas grades.
Fernanda Pietragalla
Enviado por Fernanda Pietragalla em 09/07/2010
Alterado em 19/10/2012
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